{"id":2542,"date":"2024-01-11T11:00:45","date_gmt":"2024-01-11T14:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/corporatecenter.com.br\/home\/?p=2542"},"modified":"2024-01-11T11:13:37","modified_gmt":"2024-01-11T14:13:37","slug":"imposto-de-renda-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/corporatecenter.com.br\/home\/?p=2542","title":{"rendered":"IMPOSTO DE RENDA"},"content":{"rendered":"<p class=\"h2 fw-bolder text-default text-center text-uppercase\" style=\"text-align: justify;\">RESTITUI\u00c7\u00c3O DO IMPOSTO DE RENDA N\u00c3O PODE SER PENHORADA PARA PAGAR D\u00cdVIDA<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 15 de dezembro, na Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de Santa Catarina, a Turma Regional de uniformiza\u00e7\u00e3o dos Juizados Especiais Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRU\/JESs) julgou o processo envolvendo a validade de ato administrativo da Receita Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso avaliado foi utilizado o valor que um servidor p\u00fablico deveria receber a t\u00edtulo de restitui\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para fazer a compensa\u00e7\u00e3o de suas d\u00edvidas com o Fisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse caso, a tese fixada pela TRU no julgamento foi assim resumida:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAinda que n\u00e3o haja \u00f3bice ao procedimento de compensa\u00e7\u00e3o de of\u00edcio de cr\u00e9ditos a restituir com d\u00e9bitos do contribuinte (art. 6\u00ba do Decreto n\u00ba 2.138, de 1997; art. 7\u00ba, \u00a71\u00ba do Decreto-lei n\u00ba 2.287, de 1986; art. 73, da Lei 9.430\/96), \u00e9 certo que ele n\u00e3o pode atingir bens impenhor\u00e1veis, como \u00e9 a restitui\u00e7\u00e3o de imposto de renda de pessoa f\u00edsica, que nada mais \u00e9 do que a devolu\u00e7\u00e3o do montante que acabou sendo descontado a maior da remunera\u00e7\u00e3o, desde que sua origem seja decorrente de receitas compreendidas no art. 833, IV, do CPC\u201d.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Entenda o caso<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas de julho de 2022, o processo descrito acima foi ajuizado por um servidor p\u00fablico. Em sua narra\u00e7\u00e3o, contou que na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual do Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica, ano-base 2021\/2022, ficou constatado que ele teria o valor de R$ 3.980,41 para receber de restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, em junho do mesmo ano ele recebeu uma notifica\u00e7\u00e3o da Receita de que n\u00e3o receberia a quantia, uma vez que havia sido constatada a exist\u00eancia de d\u00e9bitos inscritos em d\u00edvida ativa no \u00e2mbito da Fazenda Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no comunicado enviado, a autarquia informou ao servidor que o valor de sua restitui\u00e7\u00e3o do IR seria usado para o pagamento dos d\u00e9bitos vinculados ao seu CPF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa do servidor alegou que o ato da Receita seria ilegal e que deveria ser anulado pela Justi\u00e7a, devendo a quantia da restitui\u00e7\u00e3o ser depositada na conta do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No julgamento, a 16\u00aa Vara Federal de Porto Alegre considerou os pedidos improcedentes. O autor recorreu \u00e0 5\u00aa Turma Recursal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por unanimidade, o colegiado negou o recurso e a Turma destacou que a compensa\u00e7\u00e3o de of\u00edcio de valores a serem recebidos a t\u00edtulo de restitui\u00e7\u00e3o \u00e9 um procedimento administrativo com amparo legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o colegiado, al\u00e9m disso, \u201co artigo 73, da Lei n\u00ba 9.430\/1996, que disp\u00f5e sobre legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal, autoriza a compensa\u00e7\u00e3o de of\u00edcio de cr\u00e9ditos a restituir com d\u00e9bitos do contribuinte, inclusive inscritos em d\u00edvida ativa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final, o servidor interp\u00f4s um Pedido de Uniformiza\u00e7\u00e3o de Interpreta\u00e7\u00e3o de Lei para a TRU, alegando que a posi\u00e7\u00e3o da Turma do RS divergiu de entendimento adotado pela 1\u00aa Turma Recursal do Paran\u00e1 que, ao realizado o julgamento de um processo semelhante, decidiu que \u201cainda que n\u00e3o haja \u00f3bice ao procedimento de compensa\u00e7\u00e3o de of\u00edcio, \u00e9 certo que ele n\u00e3o pode atingir bens impenhor\u00e1veis, como \u00e9 a restitui\u00e7\u00e3o de imposto de renda de pessoa f\u00edsica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, a TRU deu provimento ao pedido de forma un\u00e2nime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDessa maneira, a natureza da verba alimentar, no caso em concreto, tem o cond\u00e3o de afastar a compensa\u00e7\u00e3o de of\u00edcio prevista no art. 73, da Lei n\u00ba 9430\/96, no art. 6\u00ba do Decreto n\u00ba 2.138, de 1997 e no art. 7\u00ba, \u00a71\u00ba, do Decreto-lei n\u00ba 2.287, de 1986\u201d, concluiu o relator do caso, juiz Gilson Jacobsen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale informar que o processo retornar\u00e1 para a Turma Recursal de origem para novo julgamento seguindo a tese fixada pela TRU.<\/p>\n<p>Fonte: Sitecontabil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESTITUI\u00c7\u00c3O DO IMPOSTO DE RENDA N\u00c3O PODE SER PENHORADA PARA PAGAR D\u00cdVIDA No dia 15 de dezembro, na Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de Santa Catarina, a Turma Regional de uniformiza\u00e7\u00e3o dos Juizados Especiais Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRU\/JESs) julgou o processo envolvendo a validade de ato administrativo da Receita Federal. 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